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ELEFANTE

Diferenças entre o elefante asiático e o elefante africano

Os elefantes são mamíferos de grande porte da família dos elefantídeos, dos quais ele é a única espécie ainda viva. Seu parente mais próximo é o mamute, que foi extinto a cerca de 12 mil anos atrás.

Caracterizados pela trompa nasal e pelas presas de marfim, os elefantes são os maiores animais terrestres da atualidade pesando até 12 toneladas e medindo em média quatro metros de altura.

Distribuição geográfica

Os elefantes são encontrados na Ásia Meridional, principalmente na Índia, e na África Subsaariana. A distância de habitat originou duas espécies distintas, a asiática (menor e fêmeas sem presas) e a africana (maior e com presas nos dois sexos). Entretanto, estudos recentes de DNA sugerem que havia, na verdade, duas espécies de elefante africano: o elefante africano da savana, e elefante africano da floresta.

A espécie asiática é domesticada pelo homem, sendo utilizado no transporte, animal de carga e entretenimento como animal adestrado de circo. Os elefantes africanos são selvagens e intensamente caçados por causa de suas presas de marfim, valioso produto no mercado oriental. A caça predatória levou à espécie estar ameaçada de extinção.

Como símbolo do safári africano, pertence ao grupo de animais selvagens chamado de big five (em português, os cinco grandes), correspondente aos 5 animais mais difíceis de serem caçados: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte.

Raríssimos, os elefantes brancos, na verdade indivíduos albinos, são considerados sagrados na Tailândia, na Índia (por ser associado ao deus Ganesh do hinduísmo, religião predominante neste país, representado com uma cabeça de elefante) e Mianmar.

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Características

Os elefantes africanos são bem maiores, medindo entre 3,5 e 4 metros e pesando em torno de 4 a 6 toneladas. Há registro de exemplares com 12 toneladas. A fêmea é menor, com altura média de 3 metros e pesam entre 2,1 e 3,2 toneladas.

A espécie asiática alcança 3,1 metros de altura e 4,5 toneladas entre os machos. As fêmeas chegam a 2,4 metros e pesam entre 2 e 4 toneladas.

Elefantes bebendo água

O elefante usa a trompa para levar até a boca alimentos e água

A principal característica do elefante é a trompa, uma fusão de nariz e lábio superior. Além de respirar por ela, os elefantes faz uso da trompa para pegar alimentos e água.

A ponta da tromba dos elefantes africanos está equipada de duas protuberâncias parecidas com dedos, enquanto os elefantes asiáticas têm apenas uma destas, usadas para arrancar a comida e levá-la até à boca.

Para matar a sede, os elefantes sugam água pela tromba (até quatorze litros de cada vez) e depois despejam-na para dentro da boca. Elefantes também inalam água para despejar sobre o corpo durante o banho.

A tromba serve também para dar ao elefante um sentido muito apurado de cheiro. Levantando a tromba no ar e movimentando-a para um lado e para o outro, como um periscópio, o elefante consegue determinar a localização de amigos, inimigos ou fontes de comida.

A trompa também é parte importante das interações sociais. Eles cumprimentam-se enrolando as trombas, brincam, se acariciam durante a corte ou em interações entre mãe e filhos, e para demonstrações de força, levantando como um sinal de aviso ou ameaça, ou abaixando como um sinal de submissão. Elefantes conseguem defender-se eficazmente batendo com a tromba em intrusos ou agarrando-os e atirando-os ao ar.

Sua pele é espessa, com cerca de 2,5 cm de espessura na maior parte do corpo. Geralmente possui cor acinzentada, embora os africanos pareçam frequentemente acastanhados ou avermelhados por se rolarem na lama ou em solo dessa cor. A pele dos elefantes asiáticos é coberta por uma maior quantidade de pelos do que o africano, sendo esta característica mais acentuada nos mais novos.

O elefante possui 28 dentes, sendo 24 molares que são substituídos seis vezes durante a vida média de um elefante, o contrários dos outros mamíferos que desenvolvem dentes de leite e depois os substituem pelos dentes adultos permanentes.

Elefantes africanos, na Tanzania

As presas de marfim do elefante podem chegar a mais de 3 metros de comprimento

Os outros quatros dentes são os incisivos , sendo que os superiores são as presas de marfim do elefante. Eles caem com cerca de um ano e depois são permanentes, crescendo continuamente, formando as presas de marfim. As presas de um adulto crescem aproximadamente 15 cm por ano.

Na fase adulta, tanto os machos como as fêmeas dos elefantes africanos têm presas que podem chegar até acima dos 3 metros de comprimento e pesar mais de 90 kg. Na espécie asiática, só os machos têm presas grandes, que pesam até  39 Kg. As fêmeas asiáticas têm presas que são ou muito pequenas ou que são simplesmente inexistentes.

As presas são utilizadas para escavar à procura de água, sal ou raízes; para retirar a casca das árvores, para comer a casca; para escavar a árvore adansonia a fim de retirar-lhe a polpa; e para mover árvores ou ramos quando uma trilha é criada. Para além disso, são utilizadas para marcar as árvores para demarcar o território e ocasionalmente como armas.

Quadrúpedes, as patas dos elefantes são quase redondas. Os elefantes africanos têm três unhas em cada pé traseiro e quatro em cada um dos pés da frente. Os elefantes asiáticos têm quatro unhas em cada pé traseiro e cinco em cada um dos da frente. Por baixo dos ossos dos pés existe uma camada gelatinosa que funciona como uma almofada de ar ou amortecedor. Andando a passo normal, um elefante anda a cerca de 3 a 6 km/h mas pode chegar a 40 km/h em corrida.

Outra característica marcante são as grandes orelhas, utilizadas também para a regulação da temperatura, que abanadas criam uma brisa suave. Os elefantes africanos tem orelhas maiores por estar mais próximos do equador, onde o clima é mais quente.

Hábitos

Os elefantes podem viver nas savanas, assim como em florestas e em pântanos.

Os elefantes vivem em uma ordem social estruturada. A vida social dos elefantes machos e fêmeas são muito diferentes.

As elefantes fêmeas vivem em bandos, enquanto os machos levam uma vida solitária

As fêmeas passam suas vidas inteiras em grupos familiares formado por mães, filhas, irmãs e tias. Estes grupos são liderados pela matriarca ou a fêmea mais velha. Os machos adultos, por outro lado, vivem principalmente vidas solitárias.

Os grupos familiares podem variar de cinco a quinze adultos, bem como um número de filhotes machos e fêmeas. Quando um grupo se torna muito grande, algumas das filhas mais velhas separam-se do bando e formam seu próprio grupo pequeno.

A vida do adulto macho é muito diferente. Ele permanece com o grupo de fêmeas até ficar adulto, abandonando o bando com cerca de 14 anos de idade.

Os elefantes são muito inteligentes. Uma grande variedade de comportamentos associados com a inteligência tem sido atribuída aos elefantes, incluindo aqueles associados com a dor, fazer música, arte, altruísmo, jogar, uso de ferramentas, compaixão e autoconhecimento .

Os elefantes possui a audição e o olfato bem desenvolvidos. Por outro lado, sua visão é fraca.

Para se comunicar, os elefantes emitem uma série de sons feitas por sua trompa. Sua excelente audição faz com que se comuniquem por longas distâncias, com um alcance máximo de 10 km.

Os elefantes são exclusivamente herbívoros e passam até 16 horas por dia comendo plantas, alimentando-se das folhas, cascas e frutos de árvores e arbustos, mas eles também podem comer quantidades consideráveis de gramíneas e ervas. Um elefante adulto consome de  140 a 270 kg de alimento por dia.

Reprodução

A fêmea alcança a idade reprodutiva aos 13 anos de idade, e a partir daí sua vida gira em torno da reprodução e da criação dos filhotes. O cio dura apenas dois dias, quando a fêmea produz odores e sinais sonoros para atrair o macho. O macho alcança a maturidade sexual aos 14 anos.

Elefantes

Totalmente dependente, o filhote é criado pela mãe e todo seu grupo

A fêmea escolhe os machos maiores, mais fortes e, o mais importante, os mais velhos. Tal estratégia reprodutiva tende a aumentar as chances de sobrevivência de sua prole.

O cortejo dura entre 20 e 30 minutos, com interação afetiva tais como o entrelaçamento das trompas.

Depois do acasalamento, os dois se separam e a fêmea volta para seu grupo. A gestação dura 22 meses. O filhote nasce com 115 kg e com 75 cm de altura.

O elefante tem um desenvolvimento muito longo. Como é comum com outras espécies mais inteligentes, eles nascem totalmente dependente da mãe, sem a menor chance de viver sozinho. Os filhotes  contam com os mais velhos a ensinar-lhes o que eles precisam saber.

Um filhote mais novo é geralmente o centro das atenções para os membros do grupo. Adultos e na maioria das outras jovens irão se reunir em torno do recém-nascido, tocando e acariciando-o com suas trompas. O recem nascido nasce quase cego e, a princípio se baseia quase que completamente com o toque de sua trompa para descobrir o mundo ao seu redor. Todos membros do grupo participam do cuidado e proteção dos jovens.

Estado de Conservação

Atualmente todas as espécies de elefantes são considerados como espécies em perigo de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN).

A caça predatória para retirar seu marfim, dizimou a população de elefantes no mundo

Os elefantes encontram-se ameaçados pela caça ilegal e perda de seu habitat. O marfim de seus dentes é usado em joias, teclas para piano, hanko (selos personalizados para assinatura de documentos oficiais, exigida no Japão) e para outros objetos. Sua pele e outras partes são um componente comercial de menor importância, enquanto a carne é utilizada pelas pessoas da localidade.

Outra ameaça para a sobrevivência dos elefantes em geral é o cultivo contínuo de seus habitantes, com crescente risco de conflitos de interesse com coabitantes humanos.

No começo do século XX, estima-se que a população dos elefantes era de 5 a 10 milhões de exemplares. Até a década de 1990 ela foi reduzida para 1,3 milhões e no final desta década foi reduzida a 600 mil indivíduos, o que levou a proibição da comercialização do marfim internacionalmente.

Embora a população de elefantes está a crescer em algumas partes da África, em algumas áreas eles correm o risco de ser eliminados. É o caso do Chade, o país que tinha 700 mil cabeças em 1970, hoje não passa de 30 mil. Na República Democrática do Congo, nem mesmo na área de preservação a caça diminui. O Parque Nacional de Virunga, que possuía 2.889 exemplares em 1951, contabilizou 348 elefantes em 2006.

Espécies

  • Elefante africano da floresta, Loxodonta cyclotis
  • Elefante africano da savana, Loxodonta africana
  • Elefante asiático, Elephas maximus
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